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<channel><title><![CDATA[Filipa Marques | Psicologia Clinica e da Saude - Blogue]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue]]></link><description><![CDATA[Blogue]]></description><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 21:00:27 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Depressão]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/depressao]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/depressao#comments]]></comments><pubDate>Fri, 19 Nov 2021 19:34:37 GMT</pubDate><category><![CDATA[Farmacia]]></category><category><![CDATA[Psicologia]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/depressao</guid><description><![CDATA[       &#8203;&nbsp; &nbsp; &nbsp;Falar de depress&atilde;o &eacute; abordar um tema (infelizmente) muito presente nas nossas vidas. Muitos de n&oacute;s j&aacute; passamos ou estamos a passar por um epis&oacute;dio depressivo ou conhecemos algu&eacute;m que se debate com a depress&atilde;o. Mas, o que &eacute; afinal a depress&atilde;o e porque &eacute; que tanto nos afeta?&nbsp;      &nbsp; &nbsp; &nbsp;A depress&atilde;o &eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o do humor que interfere na capacid [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/depressao'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/published/depressao.png?1637351695" alt="Depress&atilde;o por Filipa Marques Psicologa Clinica e Tiago Oliveira Farmaceutico" style="width:435;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><br /><br />&#8203;&nbsp; &nbsp; &nbsp;Falar de depress&atilde;o &eacute; abordar um tema (infelizmente) muito presente nas nossas vidas. Muitos de n&oacute;s j&aacute; passamos ou estamos a passar por um epis&oacute;dio depressivo ou conhecemos algu&eacute;m que se debate com a depress&atilde;o. Mas, o que &eacute; afinal a depress&atilde;o e porque &eacute; que tanto nos afeta?&nbsp;<br /></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A depress&atilde;o &eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o do humor que interfere na capacidade&nbsp;da&nbsp;pessoa funcionar no dia a dia e apreciar os aspetos positivos da vida. Caracteriza-se pela presen&ccedil;a de humor deprimido ou irrit&aacute;vel (ex. tristeza, irrita&ccedil;&atilde;o) e/ou aus&ecirc;ncia de afeto positivo (ex. falta de vontade, apatia).&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Os epis&oacute;dios depressivos podem manifestar-se atrav&eacute;s de um vasto conjunto de sintomas. Quais? Choro f&aacute;cil, isolamento, dores relacionadas com tens&atilde;o muscular ou agravamento de outras dores pr&eacute;-existentes, altera&ccedil;&otilde;es no apetite e nos padr&otilde;es de sono, fadiga, falta de l&iacute;bido,&nbsp;lentifica&ccedil;&atilde;o&nbsp;psicomotora, perda de interesse pelas atividades di&aacute;rias, tentativas de automutila&ccedil;&atilde;o e de suic&iacute;dio. Podem estar presentes ainda sintomas cognitivos como dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria, pensamentos negativos (sobre o passado e futuro ou sobre si pr&oacute;prio), pessimismo e ideias de morte. Do ponto de vista afetivo podemos ter sentimentos de inutilidade, culpa, desvaloriza&ccedil;&atilde;o e desamparo, impot&ecirc;ncia e desespero, baixa autoestima e falta de confian&ccedil;a.&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Para ser considerado um epis&oacute;dio depressivo e n&atilde;o uma rea&ccedil;&atilde;o normal a uma fase &ldquo;mais em baixo&rdquo;, estes sintomas devem persistir durante, pelo menos, duas semanas.&nbsp;&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A depress&atilde;o pode afetar-nos em qualquer altura da vida. As suas causas s&atilde;o muito diversas, nomeadamente acontecimentos marcantes tais como o desemprego, o div&oacute;rcio, a morte de um amigo ou familiar, o per&iacute;odo p&oacute;s-parto, a reforma da vida profissional ou muitas outras. Poder&aacute; tamb&eacute;m existir uma propens&atilde;o gen&eacute;tica para a depress&atilde;o.&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Uma depress&atilde;o pode conduzir a situa&ccedil;&otilde;es graves em que a dificuldade de lidar com os eventos (negativos) de vida gera sentimentos, pensamentos e comportamentos extremos, como a incapacidade para o trabalho ou at&eacute; o suic&iacute;dio.&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&Eacute;&nbsp;preocupante&nbsp;perceber que a depress&atilde;o afeta, ao longo da vida, cerca de dois em cada dez portugueses. A medica&ccedil;&atilde;o &eacute; o principal tratamento escolhido em Portugal, o que nos coloca como um dos pa&iacute;ses do mundo com maior consumo de antidepressivos. Cerca de metade das pessoas que t&ecirc;m um epis&oacute;dio de depress&atilde;o recuperam e n&atilde;o voltam a t&ecirc;-lo, no entanto&nbsp;o risco de reincid&ecirc;ncia &eacute; muito&nbsp;elevado&nbsp;se n&atilde;o existir tratamento.&nbsp;&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;&Eacute; necess&aacute;rio tratar!&nbsp;O tratamento requer, em geral, uma abordagem multidisciplinar com acompanhamento psicol&oacute;gico (por vezes suficiente em casos de depress&atilde;o ligeira), associado a acompanhamento m&eacute;dico e tratamento farmacol&oacute;gico.&nbsp;Na maior parte das vezes n&atilde;o chega tomar medica&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o resolvemos os problemas de fundo. Mas, se para al&eacute;m de ir &agrave; raiz dos problemas, for necess&aacute;ria a medica&ccedil;&atilde;o como aux&iacute;lio numa fase cr&iacute;tica, ent&atilde;o deve ser tomada de acordo com a prescri&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico especializado em quest&otilde;es de sa&uacute;de mental &ndash; o psiquiatra.&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Do ponto de vista da psicologia, o in&iacute;cio do tratamento de uma depress&atilde;o passa muitas vezes pela ativa&ccedil;&atilde;o comportamental. Isto &eacute;, mesmo sem vontade ou energia &eacute; necess&aacute;rio que a pessoa mantenha as suas tarefas de vida di&aacute;ria e que tente fazer atividades que lhe d&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o, ainda que no momento n&atilde;o a sinta. Mas, isto &eacute; apenas a ponta do&nbsp;icebergue&nbsp;&ndash;&nbsp;&eacute; necess&aacute;rio ir &agrave; raiz da quest&atilde;o, perceber o porqu&ecirc; de nos sentirmos deprimidos e agir, pelo nosso bem-estar!&nbsp;&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Do ponto de vista farmacol&oacute;gico, o tratamento de uma depress&atilde;o &eacute; sempre prolongado, podendo, no caso de um primeiro epis&oacute;dio, estender-se por seis meses ou mais. Se existirem&nbsp;novos epis&oacute;dios depressivos&nbsp;pode ser necess&aacute;rio&nbsp;ainda&nbsp;mais tempo. A escolha do antidepressivo &eacute; feita em fun&ccedil;&atilde;o do quadro depressivo e da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica&nbsp;da pessoa.&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Os antidepressivos demoram a atuar: nas primeiras semanas pode n&atilde;o se sentir qualquer evolu&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o se deve suspender a toma &ndash; podem ser&nbsp;necess&aacute;rias&nbsp;oito&nbsp;semanas para iniciarem o seu efeito. Quando o tratamento est&aacute; completo e a&nbsp;pessoa j&aacute;&nbsp;n&atilde;o tem sintomas, inicia-se uma redu&ccedil;&atilde;o progressiva da dose, aquilo que &eacute; designado como desmame. &Eacute; natural que nessa altura&nbsp;a pessoa&nbsp;j&aacute; se sinta bem, mas importa manter o tratamento at&eacute; ao fim, para n&atilde;o haver&nbsp;risco de&nbsp;reca&iacute;da.&nbsp;&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Os efeitos secund&aacute;rios diferem de pessoa para pessoa e dependem do medicamento. Tendem a manifestar-se no in&iacute;cio do tratamento e a desaparecer com a continuidade. Mas, se forem demasiado graves, deve-se falar com o m&eacute;dico para ajustar a dose ou para optar por outro medicamento. O farmac&ecirc;utico&nbsp;pode&nbsp;ajudar&nbsp;a identificar os efeitos secund&aacute;rios mais comuns e como contorn&aacute;-los:&nbsp;&nbsp;</span><br /><br /><ul><li>Se ocorrerem n&aacute;useas, tomar os medicamentos com comida e beber l&iacute;quidos em abund&acirc;ncia durante o dia;&nbsp;&nbsp;</li><li>Para controlar o aumento de apetite e peso preferir as frutas, os vegetais e os cereais, e reduzir os doces, as bebidas a&ccedil;ucaradas e a&nbsp;<em>fast food</em>;&nbsp;</li><li>Se se sentir cansado, fazer uma pausa durante o dia e experimentar um exerc&iacute;cio leve como caminhar;&nbsp;&nbsp;</li><li>Se tiver ins&oacute;nias, evitar bebidas com cafe&iacute;na e estabelecer uma rotina relaxante antes de se deitar;&nbsp;&nbsp;</li><li>Se sentir a boca seca, beber &aacute;gua com regularidade, chupar pequenos cubos de gelo ou pastilhas sem a&ccedil;&uacute;car e respirar pelo nariz;&nbsp;&nbsp;</li><li>Para controlar a ansiedade, praticar atividade f&iacute;sica regularmente (andar de bicicleta, por exemplo), tentar t&eacute;cnicas de relaxamento respirat&oacute;rio e muscular;&nbsp;&nbsp;</li><li>Se tiver obstipa&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante aumentar o consumo de alimentos ricos em fibra.&nbsp;&nbsp;</li></ul><span>&nbsp;</span><br /><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Negar a depress&atilde;o &eacute; escolher viver em sofrimento. &Eacute; importante reconhecer os sinais e procurar ajuda. &Eacute; importante escolher viver bem, com sa&uacute;de psicol&oacute;gica. Com o apoio da fam&iacute;lia e dos amigos, a orienta&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo e/ou do m&eacute;dico especialista e do farmac&ecirc;utico o caminho &eacute; mais f&aacute;cil de trilhar e poder&aacute; recuperar a alegria de viver.&nbsp;&nbsp;</span><br /><span>&nbsp;</span><br /><span>Filipa Marques (Psic&oacute;loga Cl&iacute;nica) e Tiago Oliveira (Farmac&ecirc;utico)</span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Expectativas!]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/expectativas]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/expectativas#comments]]></comments><pubDate>Thu, 23 Sep 2021 13:16:36 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Psicologia]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/expectativas</guid><description><![CDATA[       Expectativas.Um dos assuntos que mais faz rolar tinta imagin&aacute;ria no livro do nosso pensamento.Para uns, um bicho pap&atilde;o. Para outros, um tema como outro qualquer. Diga-se a verdade &ndash; &eacute; um bicho pap&atilde;o para a grande maioria de n&oacute;s! &Eacute; por isso que quero desconstruir este assunto.      &#8203;Expectativa (ou expectar) &eacute; sin&oacute;nimo de esperar. Quer isto dizer que quando temos uma expectativa sobre algo estamos &agrave; espera que acont [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/expectativas'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/published/pacman.jpeg?1637351336" alt="Expectativas um bicho pap&atilde;o, truques e dicas de como gerir expectativas" style="width:618;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">Expectativas.<br />Um dos assuntos que mais faz rolar tinta imagin&aacute;ria no livro do nosso pensamento.<br />Para uns, um bicho pap&atilde;o. Para outros, um tema como outro qualquer. Diga-se a verdade &ndash; &eacute; um bicho pap&atilde;o para a grande maioria de n&oacute;s! &Eacute; por isso que quero desconstruir este assunto.<br /></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">&#8203;Expectativa (ou expectar) &eacute; sin&oacute;nimo de esperar. Quer isto dizer que quando temos uma expectativa sobre algo estamos &agrave; espera que aconte&ccedil;a na realidade um cen&aacute;rio imaginado por n&oacute;s.<br />&nbsp;<br />Ter expectativas &eacute; bom. Faz-nos tra&ccedil;ar um rumo, pensar onde estamos e para onde queremos ir. Leva-nos a mais facilmente tomar a&ccedil;&otilde;es, lutar por objetivos, seguir caminhos com uma linha de orienta&ccedil;&atilde;o (relativamente) definida.<br />&nbsp;<br />Viver na expectativa ou viver de expectativas n&atilde;o &eacute;, de todo, bom. &Eacute; estar preso ao futuro, a algo que est&aacute; por vir. &Eacute; imaginar cen&aacute;rios e viver aprisionado a esses cen&aacute;rios que cri&aacute;mos. N&atilde;o damos espa&ccedil;o ao imprevisto, &agrave; flexibilidade. Se vivermos com expectativas sobre tudo corremos o s&eacute;rio risco das nossas expectativas n&atilde;o serem correspondidas e o resultado &eacute; ficarmos sob stress porque o que quer&iacute;amos que acontecesse n&atilde;o aconteceu como t&iacute;nhamos imaginado. O mundo n&atilde;o se rege por aquilo que queremos e h&aacute; muito mais fatores do que aqueles que &ldquo;controlamos&rdquo;.<br />&nbsp;<br />Para gerir expectativas h&aacute; alguns truques.<br />&nbsp;<br />Um deles &eacute; <strong>criar expectativas realistas</strong>.<br />Se tivermos a expectativa de viver umas f&eacute;rias num destino paradis&iacute;aco long&iacute;nquo, mas o nosso or&ccedil;amento &eacute; limitado h&aacute; que treinar a nossa capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e resili&ecirc;ncia e perceber que podemos viver umas f&eacute;rias excelentes num destino muito bonito, provavelmente mais perto e acess&iacute;vel monetariamente. A forma positiva como encaramos cada momento &eacute; que os torna inesquec&iacute;veis.<br />&nbsp;<br />O segundo truque &eacute; <strong>colocar em perspetiva</strong>. Por exemplo, come&ccedil;ar o dia com um imprevisto n&atilde;o torna todo o dia negativo. Se olharmos para todo o dia que temos por viver, percebemos que certamente haver&aacute; momentos positivos para aproveitar.<br />&nbsp;<br />Podemos tamb&eacute;m <strong>relativizar</strong>. Dar pouca import&acirc;ncia ao que &eacute; negativo e focar as coisas boas, percebendo que essas merecem mais a nossa aten&ccedil;&atilde;o e energia.<br />&nbsp;<br />Por &uacute;ltimo, sugiro <strong>pensar no que realmente &eacute; importante</strong>. Para qu&ecirc; ficar dececionado com o facto de um peda&ccedil;o do nosso dia n&atilde;o corresponder ao que imagin&aacute;mos, se o importante para n&oacute;s s&atilde;o as pessoas e os valores que nos sustentam?<br />&nbsp;<br />Podemos e devemos criar expectativas, desde que as saibamos gerir e desde que vivamos mais focados no presente. Para viver bem h&aacute; que viver no presente, somente com as expectativas necess&aacute;rias, porque assim somos mais abertos &agrave; preciosidade de cada momento e &agrave;s surpresas que a vida nos d&aacute;.<br />&nbsp;<br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Burnout...!]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/burnout]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/burnout#comments]]></comments><pubDate>Mon, 09 Aug 2021 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category><category><![CDATA[Psicologia]]></category><category><![CDATA[Sociedade]]></category><category><![CDATA[Trabalho]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/burnout</guid><description><![CDATA[       &#8203;&ldquo;Cheguei ao meu limite&rdquo;&hellip; &ldquo;n&atilde;o aguento mais!&rdquo;Ouve-se o grito abafado at&eacute; agora.O grito de quem se sente exausto (f&iacute;sica e psicologicamente), desmotivado, ineficaz, desamparado, de quem deu tudo o que tinha de si - os conhecimentos, o envolvimento pessoal, at&eacute; o tempo. O grito de quem se encontra em&nbsp;burnout.      O burnout &ldquo;&eacute; o resultado de um desempenho de alto n&iacute;vel at&eacute; que o stress e a tens& [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/burnout'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/published/burnout.jpg?1637351313" alt="Pessoa em Burnout!" style="width:610;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;<strong>&ldquo;Cheguei ao meu limite&rdquo;&hellip; &ldquo;n&atilde;o aguento mais!&rdquo;</strong><br /><br />Ouve-se o grito abafado at&eacute; agora.<br /><br />O grito de quem se sente exausto (f&iacute;sica e psicologicamente), desmotivado, ineficaz, desamparado, de quem deu tudo o que tinha de si - os conhecimentos, o envolvimento pessoal, at&eacute; o tempo. O grito de quem se encontra em&nbsp;<strong>burnout</strong>.</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(117, 117, 117)">O burnout &ldquo;&eacute; o resultado de um desempenho de alto n&iacute;vel at&eacute; que o stress e a tens&atilde;o (&hellip;) cobram o seu pre&ccedil;o&rdquo; (APA Dictionary of Psichology). Este stress &eacute; a consequ&ecirc;ncia de esfor&ccedil;os f&iacute;sicos ou mentais extremos e prolongados ou de uma carga de trabalho excessiva.</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">Infelizmente,&nbsp;<u>Portugal</u>&nbsp;det&eacute;m o trof&eacute;u de 1&ordm; lugar da Uni&atilde;o Europeia nesta mat&eacute;ria. &Eacute; verdade,&nbsp;<u>somos o pa&iacute;s que apresenta maior risco de burnout</u>.</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)"><em>Trabalhamos de mais, vivemos de menos.&nbsp;</em>Dedicamos 8, 9, 10, 11h di&aacute;rias ao trabalho e temos sal&aacute;rios baixos. Somos (no geral) pouco felizes no nosso trabalho.</span><br /><ul><li><span style="color:rgb(117, 117, 117)"><strong>Estejamos atentos aos principais sinais de burnout</strong>! Quais s&atilde;o?</span></li></ul><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#10071; Sentir-se emocionalmente exausto, sobrecarregado ou com falta de energia para as atividades profissionais;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#10071; Estar distanciado ou indiferente face aos outros, ter atitudes negativas quanto aos assuntos de trabalho ou &agrave; entidade empregadora e sentir-se pouco envolvido, desconectado. No fundo, &eacute; como se tivesse constru&iacute;do barreiras no que toca ao trabalho e ao que com ele est&aacute; relacionado;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#10071; Sentir-se profissionalmente pouco realizado, pouco competente, pouco feliz com aquilo que faz. Estar desmotivado e descontente, perder a autoconfian&ccedil;a, sentir-se fracassado, achar que o trabalho se tornou &ldquo;um fardo&rdquo;.</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)"><strong>Vamos mudar isto?</strong>&nbsp;Tomemos atitudes de preven&ccedil;&atilde;o! &Eacute; mesmo importante&hellip;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;<strong>Desenvolver ferramentas pessoais para lidar com o stress</strong>.&nbsp;Por exemplo ter um tempo de relaxamento pela manh&atilde; ou no final do dia de trabalho, respirar fundo quando ocorre uma situa&ccedil;&atilde;o potenciadora de ansiedade, partilhar o que acontece no trabalho com uma pessoa pr&oacute;xima ou ter um hobbie;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;<strong>Estabelecer limites</strong>&nbsp;- aprender a dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; assertivamente de forma a n&atilde;o ficar sobrecarregado;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;<strong>Trabalhar&nbsp;</strong>um n&uacute;mero de&nbsp;<strong>horas di&aacute;rias razo&aacute;veis</strong>;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;Ter<strong>&nbsp;f&eacute;rias, dias de descanso, peda&ccedil;os di&aacute;rios de lazer e relaxamento</strong>&nbsp;&ndash; essencial para uma boa sa&uacute;de psicol&oacute;gica;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;Procurar&nbsp;<strong>apoio social</strong>&nbsp;dos colegas de trabalho, familiares e amigos;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;Adotar um&nbsp;<strong>estilo de vida saud&aacute;vel&nbsp;</strong>- manter uma boa higiene do sono, fazer exerc&iacute;cio f&iacute;sico e ter uma dieta equilibrada e nutritiva;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">&#128073;Procurar&nbsp;<strong>acompanhamento psicol&oacute;gico</strong>&nbsp;no caso de apresentar sintomas de burnout ou simplesmente como atitude preventiva.</span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Bye Bye 2020!]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/bye-bye-2020]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/bye-bye-2020#comments]]></comments><pubDate>Thu, 31 Dec 2020 00:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category><category><![CDATA[Sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/bye-bye-2020</guid><description><![CDATA[       &#8203;&Eacute; hoje.O &uacute;ltimo dia do ano.O dia de olhar em retrospetiva e analisar tudo o que vivemos nos &uacute;ltimos 12 meses. Lembrar as dificuldades (que foram muitas!), as alegrias (a valorizar), as vezes em que nos ultrapass&aacute;mos e aquelas em que n&atilde;o fomos capazes de lidar com as adversidades, ami&uacute;de abundantes este ano. Tudo isto fez parte de um ano de grandes aprendizagens!      Aprendizagens di&aacute;rias e profundas, que nos fizeram ter em muitos po [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/bye-bye-2020'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/2021_orig.jpg" alt="Bye Bye 2020!" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;&Eacute; hoje.<br /><br />O &uacute;ltimo dia do ano.<br /><br />O dia de olhar em retrospetiva e analisar tudo o que vivemos nos &uacute;ltimos 12 meses. Lembrar as dificuldades (que foram muitas!), as alegrias (a valorizar), as vezes em que nos ultrapass&aacute;mos e aquelas em que n&atilde;o fomos capazes de lidar com as adversidades, ami&uacute;de abundantes este ano. Tudo isto fez parte de um ano de grandes aprendizagens!</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Aprendizagens di&aacute;rias e profundas, que nos fizeram ter em muitos pontos uma consci&ecirc;ncia bem mais ativa do que antes t&iacute;nhamos. Em que pontos?<br /><br /><strong>Cada um tem um de n&oacute;s tem um papel essencial na constru&ccedil;&atilde;o do bem comum.</strong>&nbsp;&Eacute; at&eacute; mais do que isso. Na verdade, cada um de n&oacute;s tem um papel ativo na sa&uacute;de e no bem-estar de cada uma das pessoas que diariamente est&atilde;o ao nosso lado.<br /><br /><strong>Somos mais fortes do que pensamos.</strong>&nbsp;Perante as dificuldades como a dist&acirc;ncia dos outros, a incerteza laboral, os sentimentos de tristeza, solid&atilde;o e ansiedade que nos assolaram, arrega&ccedil;amos as mangas e voltamos a viver. Regressamos corajosamente aos nossos trabalhos, cuidamos de quem est&aacute; do nosso lado, (re)inventamos novas formas de nos relacionarmos com os outros, lutamos diariamente.<br /><br /><strong>A vida pessoal e familiar &eacute; t&atilde;o ou mais importante do que o trabalho.</strong>&nbsp;Por esse motivo podemos organizar-nos de forma diferente. Trabalhar a partir de casa ou num regime misto ou at&eacute; mesmo reduzir (se poss&iacute;vel) as infind&aacute;veis horas e cansa&ccedil;os que dedicamos ao trabalho e equilibrar a balan&ccedil;a com aquelas que s&atilde;o as nossas necessidades pessoais e momentos familiares.<br /><br /><strong>Devemos filtrar a informa&ccedil;&atilde;o.</strong>&nbsp;Este ano estivemos muitas vezes sujeitos a informa&ccedil;&otilde;es e not&iacute;cias falsas. &Eacute; preciso ter sentido cr&iacute;tico! Escolher fontes fidedignas de informa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o acreditar em tudo o que nos chega. Isto &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o para a vida. O sentido cr&iacute;tico &eacute; necess&aacute;rio em todos os contextos em que vivemos.<br /><br /><strong>Precisamos uns dos outros.</strong>&nbsp;Somos seres da natureza, em que reina a interdepend&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m n&oacute;s somos interdependentes. At&eacute; a nossa sobreviv&ecirc;ncia depende dos outros. Cuidemo-nos.<br /><br />Votos de um feliz 2021!<br /><br />Publicado originalmente no&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/12/31/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-bye-bye-2020/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Natal aproxima-se]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-natal-aproxima-se]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-natal-aproxima-se#comments]]></comments><pubDate>Thu, 17 Dec 2020 00:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Criatividade]]></category><category><![CDATA[Familia]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><category><![CDATA[Sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-natal-aproxima-se</guid><description><![CDATA[       &#8203;O Natal aproxima-se.Instalam-se as luzes, a incerteza, as can&ccedil;&otilde;es nas ruas, a saudade dos outros, os enfeites nas casas e a vontade de viver o Natal como nos outros anos, livres de pandemia.&nbsp;Viver esta &eacute;poca festiva num ano t&atilde;o at&iacute;pico &eacute; sem d&uacute;vida um misto de emo&ccedil;&otilde;es. Poderemos estar com as nossas fam&iacute;lias? Ou, pelo contr&aacute;rio viveremos um Natal diferente, no quente da nossa casa, mais confinados?     [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-natal-aproxima-se'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/christmas-loading-640x400_orig.jpg" alt="O Natal aproxima-se" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;O Natal aproxima-se.<br /><br />Instalam-se as luzes, a incerteza, as can&ccedil;&otilde;es nas ruas, a saudade dos outros, os enfeites nas casas e a vontade de viver o Natal como nos outros anos, livres de pandemia.&nbsp;<strong>Viver esta &eacute;poca festiva num ano t&atilde;o at&iacute;pico &eacute; sem d&uacute;vida um misto de emo&ccedil;&otilde;es</strong>. Poderemos estar com as nossas fam&iacute;lias? Ou, pelo contr&aacute;rio viveremos um Natal diferente, no quente da nossa casa, mais confinados?</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span>Independentemente do cen&aacute;rio, h&aacute; que manter a positividade.&nbsp;<strong>Aceitar que, qualquer que seja a circunst&acirc;ncia em que passemos o natal, ele acontecer&aacute;. &Eacute;, por isso, tempo de o viver e reinventar.</strong>&nbsp;Se, por qualquer motivo, tivermos de ficar confinados ou at&eacute; mesmo sozinhos em isolamento &eacute; importante sentir que &eacute; Natal (por mais dif&iacute;cil que seja!).</span><br /><br /><span>Para isso, podemos&nbsp;<strong>manter os rituais tradicionais poss&iacute;veis</strong>, aqueles que desde tenra idade nos acompanham e que lembramos com carinho. Por exemplo, ter na mesa as habituais filh&oacute;s, rabanadas ou bolo-rei. Manter o bacalhau e as couves. Os presentes &agrave; meia-noite, a prenda no sapatinho. Por outro lado,&nbsp;<strong>temos de reinventar o Natal.</strong>&nbsp;Aceitar que poder&aacute; ter de ser passado apenas com a fam&iacute;lia com quem coabitamos e aproveitar para criar novas tradi&ccedil;&otilde;es e momentos felizes. Em vez de jogarmos &agrave;s cartas com o av&ocirc; podemos sempre cantar karaoke com os nossos filhos ou aproveitar para simplesmente conversar mais com o nosso/a companheiro/a. Podemos colocar como sempre uma mesa bonita para a ceia de Natal e recordar aqueles com quem gostar&iacute;amos tamb&eacute;m de estar, fazendo-lhes um telefonema, deixando uma mensagem ou at&eacute; mesmo jantando com eles por videochamada.</span><br /><br /><span>Bem sei que o sabor n&atilde;o &eacute; o mesmo. As circunst&acirc;ncias custam a aceitar, mas ser&aacute; sempre um pouco de sabor a Natal.&nbsp;</span><br /><br /><span>Publicado originalmente no&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/12/17/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-o-natal-aproxima-se/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></span><br />&#8203;</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[De Luto]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/de-luto]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/de-luto#comments]]></comments><pubDate>Thu, 05 Nov 2020 00:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Emo&ccedil;&otilde;es]]></category><category><![CDATA[Luto]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/de-luto</guid><description><![CDATA[       &#8203;Todos n&oacute;s j&aacute; passamos pela dolorosa perda de algu&eacute;m e hoje, mais do que nunca, ouvimos not&iacute;cias di&aacute;rias sobre mortes. &Eacute; tempo de debatermos o tema do luto.&nbsp;      O luto &eacute; uma resposta natural &agrave; perda de algu&eacute;m (ou algo) de quem gostamos. &Eacute; um processo progressivo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; aus&ecirc;ncia da pessoa que partiu e ocorre num determinado per&iacute;odo (com dura&ccedil;&atilde;o razoavel [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/de-luto'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/editor/mourn-grief-sad-lonely-1598x900.jpg?1631789526" alt="Pessoa De Luto" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;Todos n&oacute;s j&aacute; passamos pela dolorosa perda de algu&eacute;m e hoje, mais do que nunca, ouvimos not&iacute;cias di&aacute;rias sobre mortes. &Eacute; tempo de debatermos o tema do luto.&nbsp;<br /></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">O luto &eacute; uma resposta natural &agrave; perda de algu&eacute;m (ou algo) de quem gostamos. &Eacute; um processo progressivo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; aus&ecirc;ncia da pessoa que partiu e ocorre num determinado per&iacute;odo (com dura&ccedil;&atilde;o razoavelmente vari&aacute;vel). Realizar o luto &eacute; conseguir dar significado &agrave; vida daquele que partiu e criar com ele (ou com a sua aus&ecirc;ncia) uma diferente rela&ccedil;&atilde;o. Uma rela&ccedil;&atilde;o preenchida pelas mem&oacute;rias e hist&oacute;rias de tudo aquilo que vivemos em conjunto.&nbsp;<br /><br />&Eacute; natural que durante o luto tenhamos sentimentos como tristeza e at&eacute; mesmo culpa, raiva ou nega&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, todos temos rea&ccedil;&otilde;es diferentes perante a perda daqueles que nos s&atilde;o queridos. &Eacute; humano passar por estes sentimentos. Mais problem&aacute;tico &eacute; quando n&atilde;o passamos, de todo, pela viv&ecirc;ncia do luto e mais tarde ficamos presos ao vazio criado pela aus&ecirc;ncia da pessoa. Viver em pandemia pode aumentar estas situa&ccedil;&otilde;es de luto mal vivido. A redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de pessoas nos funerais, a impossibilidade de ter a presen&ccedil;a confortante dos nossos familiares e amigos para nos dar suporte e at&eacute; mesmo o facto de n&atilde;o ser poss&iacute;vel ver o ente querido uma &uacute;ltima vez pode tornar o luto bastante mais complexo e duradouro.&nbsp;<br /><br />Tenhamos ou n&atilde;o vivido o luto em tempo de pandemia, devemos enfrent&aacute;-lo tendo em considera&ccedil;&atilde;o alguns aspetos. Aceitemos os nossos sentimos face &agrave; aus&ecirc;ncia da pessoa, mesmo que pare&ccedil;am desajustados ou contradit&oacute;rios. Partilhemos com quem nos &eacute; pr&oacute;ximo aquilo que sentimos, a dor que estamos a passar, os pensamentos que nos assaltam, as mem&oacute;rias que recordamos. A dor, quando partilhada, reduz a nossa sensa&ccedil;&atilde;o de solid&atilde;o causada pelo luto. Se poss&iacute;vel, mantenha os seus h&aacute;bitos de sono, alimenta&ccedil;&atilde;o, eventualmente, exerc&iacute;cio f&iacute;sico e, quando conseguir, retome a maioria das suas rotinas di&aacute;rias. Permita-se ter momentos de tranquilidade e outros positivos, realizando atividades que lhe d&atilde;o satisfa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se culpe por ter momentos e sentimentos positivos. Eles n&atilde;o o fazem esquecer a pessoa querida. Se ap&oacute;s cerca de 6 meses depois da perda o luto permanecer muito intenso e n&atilde;o conseguir retomar a generalidade da sua vida, n&atilde;o se iniba em procurar um psic&oacute;logo que o ajude a lidar com a dor e com a perda.<br /><br /><br />Publicado originalmente em&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/11/05/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-de-luto/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[(Com)Bater o Bullying]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/combater-o-bullying]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/combater-o-bullying#comments]]></comments><pubDate>Wed, 21 Oct 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Educa&ccedil;&atilde;o]]></category><category><![CDATA[Infantil]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><category><![CDATA[Sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/combater-o-bullying</guid><description><![CDATA[       &#8203;A data 20 de outubro n&atilde;o pode passar despercebida. Foi o dia mundial de combate ao bullying.&nbsp;O bullying &ldquo;&eacute; uma forma de comportamento agressivo no qual algu&eacute;m causa intencional e repetidamente desconforto ou danos a outra pessoa. Pode tomar a forma de contacto f&iacute;sico, palavras ou a&ccedil;&otilde;es subtis&rdquo; (APA).&nbsp;Trav&aacute;-lo &eacute; um combate de todos. Comecemos pela arma principal.&nbsp;      A arma mais poderosa para vencer [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/combater-o-bullying'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/editor/bullying.jpg?1631789421" alt="(Com)Bater o Bullying" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;A data 20 de outubro n&atilde;o pode passar despercebida. Foi o dia mundial de combate ao bullying.&nbsp;<br /><br />O bullying &ldquo;&eacute; uma forma de comportamento agressivo no qual algu&eacute;m causa intencional e repetidamente desconforto ou danos a outra pessoa. Pode tomar a forma de contacto f&iacute;sico, palavras ou a&ccedil;&otilde;es subtis&rdquo; (APA).&nbsp;<br /><br />Trav&aacute;-lo &eacute; um combate de todos. Comecemos pela arma principal.&nbsp;</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(117, 117, 117)">A arma mais poderosa para vencer esta luta &eacute; o envolvimento de toda a comunidade. Os pais, colegas, assistentes operacionais, professores, a comunidade em geral, os psic&oacute;logos, a dire&ccedil;&atilde;o da escola&hellip; TODOS, precisamos de todos.&nbsp;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">Os pais ou encarregados de educa&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas de bullying t&ecirc;m um papel essencial na valoriza&ccedil;&atilde;o dos sentimentos da crian&ccedil;a/jovem e no apoio que lhe proporcionam, devendo ajudar o seu educando a denunciar e resolver a situa&ccedil;&atilde;o delicada em que se encontra. N&atilde;o devem, em momento algum, desvalorizar o mal-estar ou sofrimento da crian&ccedil;a/ jovem ou lev&aacute;-lo a sentir-se culpado pela situa&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a viver. Se queremos uma sociedade justa e inclusiva, n&atilde;o podemos desvalorizar a agressividade, seja ela de natureza f&iacute;sica ou psicol&oacute;gica.&nbsp;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">Os outros alunos e os assistentes operacionais s&atilde;o tamb&eacute;m elementos imprescind&iacute;veis, pois s&atilde;o eles que observam estes comportamentos e que t&ecirc;m na sua m&atilde;o a oportunidade de os travar e denunciar. Para isso, h&aacute; que sensibilizar toda a comunidade escolar atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o do bullying, que s&atilde;o muitas vezes dinamizadas pelos psic&oacute;logos em colabora&ccedil;&atilde;o com os professores e outros membros relevantes. Os professores, principalmente os diretores de turma, s&atilde;o na maioria das vezes aqueles que interv&ecirc;m na media&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o e na resolu&ccedil;&atilde;o direta da situa&ccedil;&atilde;o de bullying. J&aacute; os psic&oacute;logos podem ajudar os professores nesta media&ccedil;&atilde;o e proporcionar acompanhamento tanto &agrave; v&iacute;tima como ao agressor. Isto porque o agressor &eacute; muitas vezes uma crian&ccedil;a ou jovem que encontra nos comportamentos agressivos uma forma de se expressar, cativar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros ou colmatar uma fragilidade. Tamb&eacute;m se pode dar o caso de ser algu&eacute;m que necessite de regras para ajustar o seu comportamento.&nbsp;</span><br /><br /><span style="color:rgb(117, 117, 117)">Por &uacute;ltimo, mas n&atilde;o menos importante, h&aacute; v&aacute;rios elementos da comunidade que podem ser uma pe&ccedil;a-chave na luta contra o bullying, nomeadamente treinadores desportivos e membros de clubes culturais, art&iacute;sticos ou religiosos, porque pela sua proximidade &agrave; crian&ccedil;a/jovem s&atilde;o muitas vezes algu&eacute;m em quem as crian&ccedil;as/jovens confiam e revelam aquilo pelo qual est&atilde;o a passar. Tamb&eacute;m porque no decorrer das atividades podem identificar e resolver situa&ccedil;&otilde;es de bullying, bem como sensibilizar para este tema.&nbsp;</span><br /><br /><br />Publicado originalmente em&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/10/22/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-combater-o-bullying/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O (nosso) rosto de cuidador]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-nosso-rosto-de-cuidador]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-nosso-rosto-de-cuidador#comments]]></comments><pubDate>Wed, 07 Oct 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Doen&ccedil;a]]></category><category><![CDATA[Familia]]></category><category><![CDATA[Idosos]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-nosso-rosto-de-cuidador</guid><description><![CDATA[       &#8203;Celebrou-se a 6 de outubro o dia europeu do cuidador informal.&nbsp;Comecemos pelo princ&iacute;pio.&nbsp;Quem s&atilde;o os cuidadores informais?&nbsp;      Aqueles que cuidam de algu&eacute;m, sem retribui&ccedil;&atilde;o (monet&aacute;ria), durante um per&iacute;odo de doen&ccedil;a ou incapacidade. O apoio que prestam &eacute; muito diversificado, podendo abranger desde os cuidados f&iacute;sicos (exemplo, higiene, alimenta&ccedil;&atilde;o), &agrave; gest&atilde;o e organiza& [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-nosso-rosto-de-cuidador'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/editor/care-for-relative-popup.jpg?1631789225" alt="O (nosso) rosto de cuidador informal" style="width:625;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;Celebrou-se a 6 de outubro o dia europeu do cuidador informal.&nbsp;<br /><br />Comecemos pelo princ&iacute;pio.&nbsp;<strong>Quem s&atilde;o os cuidadores informais?</strong>&nbsp;</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Aqueles que cuidam de algu&eacute;m, sem retribui&ccedil;&atilde;o (monet&aacute;ria), durante um per&iacute;odo de doen&ccedil;a ou incapacidade. O apoio que prestam &eacute; muito diversificado, podendo abranger desde os cuidados f&iacute;sicos (exemplo, higiene, alimenta&ccedil;&atilde;o), &agrave; gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o pessoal e dom&eacute;sticos (como ida ao supermercado, pagamento de contas) e at&eacute; os cuidados emocionais.&nbsp;<br /><br />Ao longo do tempo tem vindo a ser feito, felizmente, um caminho de reconhecimento daqueles que cuidam. Abrimos os olhos e percebemos que &eacute; imprescind&iacute;vel e urgente cuidar de quem cuida! Isto porque, apesar da gratifica&ccedil;&atilde;o pessoal que se obt&eacute;m, na maioria das vezes cuidar do outro leva a um grande desgaste f&iacute;sico e emocional.&nbsp;<br /><br />Se &eacute; cuidador, deixo-lhe algumas dicas. Tenha h&aacute;bitos de vida s&atilde;. Se poss&iacute;vel mantenha as horas habituais de sono, uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada e organize o dia-a-dia de forma equilibrada em momentos de trabalho, lazer, cuidado ao outro, socializa&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lia e descanso. Tanto quanto conseguir, crie um espa&ccedil;o de relaxamento pessoal dentro de cada dia. Talvez ouvir o estilo de m&uacute;sica que gosta enquanto viaja de carro, fazer uma pausa para beber um caf&eacute; na varanda ou simplesmente apreciar a natureza que o rodeia. Cuide da sua sa&uacute;de psicol&oacute;gica! Aceite que &eacute; natural ter sentimentos de preocupa&ccedil;&atilde;o, medo, tens&atilde;o e treine-se nos pensamentos positivos e na atitude de confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a perante a situa&ccedil;&atilde;o que vive. Acredite nas suas capacidades e n&atilde;o se culpe por ter tempo para si pr&oacute;prio, pois esse tempo ir&aacute; ajud&aacute;-lo a tratar melhor quem est&aacute; aos seus cuidados.&nbsp;<br /><br />Reflita no rosto dos cuidadores &agrave; sua volta. Sim, porque os cuidadores s&atilde;o rostos. O rosto da nossa m&atilde;e que cuida do nosso av&ocirc; idoso. O rosto do vizinho que se disp&otilde;e a ajudar nas tarefas dom&eacute;sticas e idas ao supermercado daquela senhora que n&atilde;o pode sair de casa em tempos de pandemia porque &eacute; doente de risco. &Eacute; o casal de sobrinhos que cuida da tia-av&oacute; com Alzheimer. &Eacute; o rosto do companheiro que providencia as refei&ccedil;&otilde;es e tudo o que &eacute; necess&aacute;rio &agrave; sua companheira por esta estar em isolamento devido &agrave; doen&ccedil;a contagiosa com que convivemos.&nbsp;<strong>Talvez seja o nosso rosto num momento em que &eacute; preciso cuidar de algu&eacute;m.</strong><br /><br /><br /><br />Publicado originalmente em&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/10/07/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-o-nosso-rosto-de-cuidador/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Escola, Take 2: Aprender a Aprender]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/escola-take-2-aprender-a-aprender]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/escola-take-2-aprender-a-aprender#comments]]></comments><pubDate>Tue, 22 Sep 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category><category><![CDATA[Estudar]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/escola-take-2-aprender-a-aprender</guid><description><![CDATA[       &#8203;Agora que a escola j&aacute; come&ccedil;ou e que existe todo um caminho pela frente, &eacute; tempo de falar sobre aprendizagem. Para isso &eacute; importante responder a duas quest&otilde;es&hellip;Como &eacute; que os alunos aprendem? O que motiva a sua aprendizagem?      Como &eacute; que os alunos aprendem?A aprendizagem dos alunos &eacute; influenciada por diversas vari&aacute;veis. Uma delas &eacute;&nbsp;a opini&atilde;o que o pr&oacute;prio aluno tem sobre as suas capacida [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/escola-take-2-aprender-a-aprender'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/editor/back-to-school-picture.jpg?1631789050" alt="Escola, Take 2: Aprender a Aprender" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">&#8203;Agora que a escola j&aacute; come&ccedil;ou e que existe todo um caminho pela frente, &eacute; tempo de falar sobre aprendizagem. Para isso &eacute; importante responder a duas quest&otilde;es&hellip;Como &eacute; que os alunos aprendem? O que motiva a sua aprendizagem?<br /></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><strong>Como &eacute; que os alunos aprendem?</strong><br /><br />A aprendizagem dos alunos &eacute; influenciada por diversas vari&aacute;veis. Uma delas &eacute;&nbsp;<strong>a opini&atilde;o que o pr&oacute;prio aluno tem sobre as suas capacidades e compet&ecirc;ncias</strong>. Se o aluno tiver uma vis&atilde;o de si positiva acreditando que &eacute; inteligente e capaz, isso ter&aacute; consequ&ecirc;ncias ben&eacute;ficas na sua aprendizagem. Deste modo, &eacute; importante os professores refor&ccedil;arem o sucesso dos alunos dando elogios &agrave;s suas capacidades pessoais. Pelo contr&aacute;rio, quando o aluno obt&eacute;m insucesso em determinada tarefa, o foco deve ser colocado no insucesso da atividade e n&atilde;o nas &ldquo;fracas capacidades&rdquo; do aluno.<br /><br />Sabemos tamb&eacute;m que um dar&nbsp;<strong>feedback claro e no momento adequado</strong>&nbsp;ao aluno sobre o seu desempenho &eacute; uma importante ferramenta para potenciar a aprendizagem. Assim, no desenrolar de uma tarefa torna-se vago dizer &ldquo;Bom trabalho!&rdquo; sendo mais &uacute;til para o aluno receber um feedback que o oriente no trabalho a desenvolver. &Eacute; ent&atilde;o pertinente dar um feedback explicativo, como &ldquo;Bom trabalho! O texto estava sint&eacute;tico, com uma gram&aacute;tica adequada e consistente com o tema.&rdquo;<br />&#8203;<br />Por &uacute;ltimo, quanto mais desenvolvidas as&nbsp;<strong>capacidades de organiza&ccedil;&atilde;o, planeamento, memoriza&ccedil;&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&atilde;o e autocontrolo do aluno</strong>, melhor a capacidade de aprendizagem. Estas compet&ecirc;ncias de autorregula&ccedil;&atilde;o podem e devem ser desenvolvidas ao longo do tempo.<br /><br />E&hellip;&nbsp;<strong>o que motiva a aprendizagem dos alunos</strong>?<br /><br />A&nbsp;<strong>verdadeira vontade interior para aprender</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>envolvimento nas atividades e tarefas escolares</strong>. Geralmente, os alunos intrinsecamente motivados sentem-se competentes e percecionam as atividades escolares como agrad&aacute;veis. Esta predisposi&ccedil;&atilde;o para aprender leva a que as aprendizagens sejam mais duradouras e a que os alunos obtenham mais facilmente sucesso escolar. Este tipo de motiva&ccedil;&atilde;o prevalece sobre aquela motiva&ccedil;&atilde;o cuja recompensa vem do exterior, como ter boa nota num teste ou ganhar um presente no final do ano por transitar.<br /><br />Outro fator que gera motiva&ccedil;&atilde;o para aprender &eacute; o aluno&nbsp;<strong>estabelecer pequenos objetivos concretos e de curto prazo</strong>, com um n&iacute;vel moderado de desafio e pass&iacute;veis de atingir. Ao definir estes objetivos, facilmente conseguir&aacute; obter sucesso nesses desafios concretos, o que o motivar&aacute; para continuar a aprender e para aumentar a fasquia de exig&ecirc;ncia.<br /><br />Publicado originalmente no&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/09/24/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-escola-take-2-aprender-a-aprender/" target="_blank">Jornal de Mafra</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O papão do regresso às aulas]]></title><link><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-papao-do-regresso-as-aulas]]></link><comments><![CDATA[https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-papao-do-regresso-as-aulas#comments]]></comments><pubDate>Wed, 09 Sep 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Aprendizagem]]></category><category><![CDATA[Educa&ccedil;&atilde;o]]></category><category><![CDATA[Estudar]]></category><category><![CDATA[Infantil]]></category><category><![CDATA[Sociedade]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-papao-do-regresso-as-aulas</guid><description><![CDATA[       O regresso &agrave;s aulas presenciais em tempo de pandemia.Face a este tema, as opini&otilde;es dividem-se.N&atilde;o vamos hoje abordar pontos de vista, mas sim maneiras dos alunos, pais, professores e restantes membros da comunidade escolar se livrarem do pap&atilde;o do regresso &agrave;s aulas. Vamos preparar-nos para voltar.      Em primeiro lugar sabemos que todas&nbsp;as escolas est&atilde;o a planificar o regresso &agrave;s aulas com o m&aacute;ximo detalhe e cuidado poss&iacute; [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.filipamarquespsicologia.pt/blogue/o-papao-do-regresso-as-aulas'> <img src="https://www.filipamarquespsicologia.pt/uploads/1/2/4/0/124045529/papaodoregressoasaulas_orig.png" alt="O pap&atilde;o do regresso &agrave;s aulas" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph">O regresso &agrave;s aulas presenciais em tempo de pandemia.<br /><br />Face a este tema, as opini&otilde;es dividem-se.<br /><br />N&atilde;o vamos hoje abordar pontos de vista, mas sim maneiras dos alunos, pais, professores e restantes membros da comunidade escolar se livrarem do pap&atilde;o do regresso &agrave;s aulas. Vamos preparar-nos para voltar.</div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Em primeiro lugar sabemos que todas&nbsp;<strong>as escolas est&atilde;o a planificar o regresso &agrave;s aulas com o m&aacute;ximo detalhe e cuidado poss&iacute;vel</strong>, com base nas recomenda&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de e criando estruturas e procedimentos&nbsp;<strong>para salvaguardar a sa&uacute;de e seguran&ccedil;a de toda a comunidade</strong>&nbsp;(escolar). No meio de tanta incerteza, este trabalho pelo bem comum d&aacute;-nos confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a de que tudo vai correr pelo melhor poss&iacute;vel.<br />Pais, por muita preocupa&ccedil;&atilde;o (compreens&iacute;vel) que tenham,&nbsp;<strong>confiem na escola</strong>&nbsp;e transmitam esta confian&ccedil;a aos vossos filhos. Sendo os pais um porto seguro, se as crian&ccedil;as notarem desta confian&ccedil;a sentir-se-&atilde;o mais tranquilas.<br /><br /><strong>&Eacute; natural que, ainda assim, os alunos se sintam inseguros, com medo e ansiosos</strong>. Pais, professores e restantes membros da escola,&nbsp;<strong>mostrem compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o</strong>&nbsp;destes sentimentos. N&atilde;o desvalorizem dizendo frases como &ldquo;isso n&atilde;o &eacute; nada&rdquo; ou &ldquo;estar com medo n&atilde;o adianta&rdquo;. Ou&ccedil;am com aten&ccedil;&atilde;o e prefiram dizer &ldquo;compreendo o que est&aacute;s a sentir&rdquo;, &ldquo;&eacute; natural ter medo&rdquo;.<br /><br />A par da valida&ccedil;&atilde;o emocional, incentivem as&nbsp;<strong>boas pr&aacute;ticas de distanciamento, higieniza&ccedil;&atilde;o e uso de m&aacute;scara</strong>&nbsp;nos v&aacute;rios contextos escolares, especialmente no recreio. Expliquem que as nossas a&ccedil;&otilde;es contribuem diretamente para a seguran&ccedil;a de todos e por isso,&nbsp;<strong>devemos cuidar uns dos outros</strong>.<br /><br />Aproveitem para&nbsp;<strong>ensinar cidadania, valores e promover compet&ecirc;ncias pessoais</strong>. Como? Fomentando o sentido de perten&ccedil;a a um grupo, a colabora&ccedil;&atilde;o, o respeito pelo outro, a empatia, a responsabilidade pelos pr&oacute;prios atos, a inibi&ccedil;&atilde;o da sua vontade para a realiza&ccedil;&atilde;o de um bem comum e at&eacute; a criatividade, ensinando que podemos demonstrar os afetos de v&aacute;rias maneiras.<br /><br />Antes das aulas come&ccedil;arem e mesmo durante o per&iacute;odo letivo&nbsp;<strong>falem com os alunos sobre os aspetos positivos de voltar &agrave; escola</strong>: reencontrar os colegas, professores e outras pessoas importantes da comunidade escolar, retomar alguma normalidade de vida, ter o privil&eacute;gio de poder estudar.&nbsp;<strong>Incitem a positividade, porque esta &eacute; uma arma essencial no combate a qualquer medo ou inseguran&ccedil;a</strong>.<br /><br /><strong>Criem canais fluentes de comunica&ccedil;&atilde;o</strong>&nbsp;entre encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e a escola e promovam a&nbsp;<strong>participa&ccedil;&atilde;o ativa das fam&iacute;lias</strong>&nbsp;nas aprendizagens e no meio escolar. O envolvimento da fam&iacute;lia motiva os alunos para a escolariza&ccedil;&atilde;o e a partilha de informa&ccedil;&atilde;o sobre as rotinas e procedimentos leva os pais a acreditarem no bom trabalho da escola no que toca ao crescimento intelectual, f&iacute;sico e emocional dos seus filhos.<br />&#8203;<br />&Eacute; importante por &uacute;ltimo&nbsp;<strong>estar atento ao bem-estar dos alunos e de todos os membros da comunidade escolar</strong>, porque o retomar das aulas pode ser psicologicamente exigente quando se vive em plena pandemia. &Eacute; imprescind&iacute;vel saber reconhecer e identificar os sentimentos de medo e ansiedade em si pr&oacute;prio e nos filhos ou alunos de quem cuida e ajud&aacute;-los a criar&nbsp;<strong>formas saud&aacute;veis de lidar com esses sentimentos</strong>.<br /><br /><br />Publicado originalmente no&nbsp;<a href="https://jornaldemafra.pt/2020/09/10/cronica-de-psicologia-de-filipa-marques-o-papao-do-regresso-as-aulas/" target="_blank">Jornal de Mafra</a><br />Cr&eacute;ditos da imagem &agrave;&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/CFHnL2Xqqtk/" target="_blank">Ordem dos Psic&oacute;logos</a><br /></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>